domingo, 1 de julho de 2012

Linguagem e Comunicação - A construção de sentidos e realidades

Comecemos nossa investigação sobre o tema deste capítulo com a tradicional pergunta socrática: "O que é a linguagem?".

Vejamos primeiramente o que queremos dizer com a palavra linguagem. Ela costuma ser usada em diversos contextos com sentidos relativamente distintos. Por exemplo: linguagem verbal (que usa palavras, isto é, as línguas), linguagem jurídica (do direito), linguagem popular, linguagem musical, linguagem matemática, linguagem artificial (informática), linguagem corporal ou gestual, linguagem dos golfinhos e por aí a fora.
Bailarinas chinesas, deficientes auditivas representam a dança da deusa das mil mãos, Kwan Yin. O corpo também tem uma linguagem, que se expressa artisticamente na dança.

Apesar das diferenças semânticas entre essas expressões, podemos dizer que existe um sentido básico que permeia todas elas: é a ideia de um conjunto de signos, isto é, de sinais que indicam ou remetem a algo distinto deles, o que faz com que tenham um significado ou sentido para todo aquele que domine esse código.

Um exemplo paradigmático de linguagem são as línguas e suas respectivas palavras, pois estas remetem a outras coisas (internas ou externas, psíquicas ou físicas), podendo ter um ou vários sentidos. E todos nós dominamos pelo menos uma língua: nossa própria língua nativa.

Quando, por exemplo, uma pessoa que conhece o português lê (signo visual, escrito) ou escuta (signo sonoro) a palavra "árvore", supõe-se que ela forme em sua mente uma ideia, noção ou imagem que tem como referência uma coisa ou ser do mundo exterior. Se o termo "tristeza", supõe-se a referência a uma ideia, noção ou imagem de algo - no caso, uma emoção - que se dá em seu mundo interior.

Há também palavras que designam construções mentais ainda mais sofisticadas e abstratas, como "correção", "certeza", "qualidade". Finalmente, na gramática de uma língua, todas essas palavras são combinadas e articuladas de inúmeras maneiras - mas conforme certas regras- para formar significados complexos, tanto em relação ao mundo externo ou interno, como a nenhum deles (como no caso da ficção ou fantasia).

Existem várias teorias sobre linguagem, suas origens e processos. Os ramos do conhecimento que se dedicam a esses estudos são basicamente a linguística e a semiótica. E a filosofia tem um campo de investigação que interage com essas duas ciências: a filosofia da linguagem.

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